22 de dezembro 2017

Mármore: uma demonstração de personalidade

Por Vinícius Fadel

O que a teoria arquitetônica leva mais em consideração são a funcionalidade e a beleza. Ao longo da história, sempre houve certa inquietação em relação ao uso dos materiais que a compõem, afinal, eles são determinantes para o resultado do projeto e para a experiência que será proporcionada. Ou seja, a materialidade é fator fundamental, e portanto, capaz de despertar sentimentos e impressões nas pessoas.

E por falar em transmitir impressões, o mármore faz isso majestosamente. A rocha natural de origem calcária, carrega em si cores e texturas que compõem diferentes estéticas. Presente na construção de grandes catedrais góticas ou ainda em palácios venezianos do século XII, esse material apresenta historicamente o apelo da nobreza e do trabalho artesanal.

Material base da arquitetura clássica, o mármore foi muito usado em grandes construções gregas e romanas. Hoje em dia é uma tendência tanto em projetos arquitetônicos, quanto em decoração: seja no piso, nas paredes, pias e mesas, ou até mesmo em aplicações mais inusitadas e originais, como capas de celular e porta-copos, o mármore se faz presente e confere ar sofisticado ao ambiente.

No Brasil, o arquiteto paranaense Guilherme Torres, durante uma mostra de arquitetura de interiores em 2016, utilizou grandes paredes em mármore, cada uma com peculiaridades e aplicações específicas e diferenciadas.

É importante dizer que a aplicação do mármore em projetos de arquitetura é garantia de longevidade. O uso de materiais naturais faz com que o projeto tenha classe e refinamento. Assumir a potência visual de um material como o mármore é, acima de tudo, uma demonstração de personalidade: impetuoso, original e nobre.

● Vinícius Fadel é Arquiteto e, atualmente, é o Diretor de Operações na CDM Mármores, em Curitiba.

Foto da capa:
Guilherme Torres – Sala do Editor
Curitiba, 2016 © Denilson Machado/MCA Estúdio Marcante